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Movimento Democrático Português

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(Redirecionado de MDP)
Movimento Democrático Português
SiglaMDP/CDE
(1975–1993)
MDP
(1993–1994)
LíderJosé Manuel Tengarrinha
Fundaçãosetembro de 1969
Dissolução28 de março de 1994
SedePortugal Portugal
IdeologiaSocialismo
Espectro políticoEsquerda
SucessorIntervenção Democrática (cisão)
Política XXI
Afiliação nacionalAliança Povo Unido(1979–1987)
CoresVermelho
Bandeira do partido

Deu origem à Política XXI e à Intervenção Democrática
Grafito numa parede de Lisboa.

O Movimento Democrático Português (MDP / CDE[nota 1] entre 1975 e 1993, depois apenas MDP entre 1993 e 1994[1]) foi uma das mais importantes[carece de fontes?] organizações políticas da Oposição Democrática ao regime do Estado Novo em Portugal, antes do 25 de Abril. Foi fundado em 1969, atuando através de comissões democráticas eleitorais, para concorrer às eleições legislativas.

Em 1973 participou no Congresso Democrático de Aveiro.

Depois do 25 de Abril constitui-se como partido político, fazendo parte de todos os Governos Provisórios, com exceção do VI. Concorreu à eleição para a Assembleia Constituinte de 1975 sozinho e, a partir de 1976, em coligação com o Partido Comunista Português (PCP), formando primeiro a Frente Eleitoral Povo Unido — também com a Frente Socialista Popular (FSP) — e depois, em 1978, a Aliança Povo Unido (APU) — a partir de 1983 incluindo também membros do Partido Ecologista "Os Verdes" (PEV) nas listas do PCP (na altura ainda Movimento Ecologista Português – Partido "Os Verdes", MEP/PV). Em 1987, e em consequência da rutura com o PCP em 1986[2], já não participou na Coligação Democrática Unitária (CDU, depois PCP/PEV e PCP–PEV), apresentando-se às eleições com listas próprias. Nessa mesma data, alguns militantes dissidentes formaram a associação Intervenção Democrática (ID), que até hoje continua a integrar, com membros independentes, as listas da CDU, junto com o PCP e o PEV.

Em 1993 alterou a sua sigla de MDP/CDE para apenas MDP, refletindo o nome oficial do partido.

Em 1994 fundiu-se com o conjunto editor da revista Manifesto, dando lugar lugar ao movimento Política XXI (PXXI), que veio a ser uma das correntes fundadoras do Bloco de Esquerda. Do ponto de vista formal, o MDP deu lugar à Política XXI no registo no Tribunal Constitucional, sendo este partido o seu sucessor legal.

Figuras e principais dirigentes

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Resultados eleitorais

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Eleições legislativas

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Data Líder Cl. Votos % +/- Deputados +/- Estatuto Notas
1969 Francisco Pereira de Moura 2.º 114 745
10,29 / 100,00
0 / 130
Extra-parlamentar
Banido de 1969 a 1974
1975 Francisco Pereira de Moura 5.º 236 318
4,14 / 100,00
5 / 250
1976 Não concorreu
1979 José Manuel Tengarrinha Aliança Povo Unido
3 / 250
Aumento3 Oposição
1980
2 / 250
Baixa1 Oposição
1983
3 / 250
Aumento1 Oposição
1985
3 / 250
Estável Oposição
1987 8.º 32 607
0,57 / 100,00
0 / 250
Baixa3 Extra-parlamentar

Eleições europeias

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Data Cabeça de Lista Cl. Votos % +/- Deputados +/-
1987 10.º 27 678
0,49 / 100,00
0 / 24
1989 António Victorino de Almeida 6.º 56 900
1,37 / 100,00
Aumento0,88
0 / 24
Estável

Eleições autárquicas

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(Resultado que excluem os resultados de coligações envolvendo o partido)

Data Cl. Votos % +/- Presidentes CM +/- Vereadores +/- Assembleias
municipais
+/- Assembleias de
freguesia
+/-
1976 Frente Eleitoral Povo Unido
1979 Aliança Povo Unido
1982
1985
1989 12.º 11 354
0,23 / 100,00
0 / 305
1 / 1 997
6 / 6 753
13 / 33 000
1993 12.º 1 386
0,03 / 100,00
Baixa0,20
0 / 305
Estável
1 / 2 006
Estável
4 / 6 769
Baixa2
8 / 33 458
Baixa5
Câmaras municipais com representação do Movimento Democrático Português
Municípios 1989 1993
Almodôvar
1 / 5
2.º
Gondomar
1 / 11
4.º

Ver também

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Fontes e bibliografia

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  • Raby, David Lander, "Comissão Democrática Eleitoral (CDE)", in Dicionário de História de Portugal, vol. 7, coordenação de António Barreto e Maria Filomena Mónica, Lisboa, Livraria Figueirinhas, 1999.

Notas

  1. Apesar de não fazer parte oficial do nome do partido, a sigla manteve as letras CDE, referentes à Comissão Democrática Eleitoral, organização concorrente às eleições de 1969, durante o Estado Novo.

Referências

  1. Tribunal Constitucional (10 de agosto de 1993). «Acórdão nº. 454/93». Consultado em 27 de agosto de 2025 
  2. «Retrospetiva dos acontecimentos nacionais em 1986». Consultado em 27 de setembro de 2020 
  3. Gomes, Ana R. (2024). Padre Felicidade: O oposicionista praticante. Lisboa: Tinta da China. p. 170. ISBN 978-989-671-829-9 
  4. Centro de Documentação 25 de Abril - Universidade de Coimbra (ed.). «Espólio António Mota Redol». Resultado da pesquisa " António Mota Redol". Consultado em 28 de janeiro de 2020 
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